FETEERJ E SINPROS REPUDIAM APROVAÇÃO DE PROJETO PELA ALERJ QUE RETIRA R$ 5 BILHÕES DA PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES ESTADUAIS

FETEERJ E SINPROS REPUDIAM APROVAÇÃO DE PROJETO PELA ALERJ QUE RETIRA R$ 5 BILHÕES DA PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES ESTADUAIS

Votação na ALERJ que aprovou o projeto que retira receitas fundamentais da previdência dos servidores do estado, colocando em risco as aposentadorias e pensões do funcionalismo (foto retirada da transmissão da TV ALERJ)

A Feteerj e os Sindicatos dos Professores (Sinpros), INCLUINDO O SINPRO BAIXADA, repudiam veementemente a aprovação, em 22 de outubro na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), do Projeto de Lei nº 6.035/2025, que autoriza a retirada de recursos de royalties e participações especiais destinados ao Rioprevidência para uso pelo Governo do Estado. O Rioprevidência é a autarquia que gere a previdência dos servidores estaduais.

Com a aprovação deste PL, garantida pelos 48 votos dos deputados aliados ao governador Cláudio Castro contra 21 da oposição, o governo obteve autorização para retirar cerca de R$ 5 bilhões do fundo previdenciário. Esses recursos são cruciais para a sustentabilidade das aposentadorias e pensões dos servidores públicos estaduais e o confisco representa uma grave ameaça à segurança financeira do funcionalismo.

Com isso, as entidades sindicais dos servidores públicos estaduais denunciam que a retirada desse montante colocará a autarquia em grave risco.

Apesar de os deputados terem aprovado uma emenda limitando a vigência da lei até 31 de dezembro de 2026, o governador terá, na prática, permissão para esvaziar o cofre do Rioprevidência durante o período.

Mesmo com a emenda aprovada, a oposição na ALERJ votou CONTRA o substitutivo por discordar do mérito do projeto, que ameaça o Rioprevidência. A oposição também afirmou que irá à Justiça, arguindo a inconstitucionalidade do PL.

Este projeto não passa de um paliativo fiscal, voltado a cobrir o déficit gerado pela atual e desastrosa gestão econômica do governo. Deputados e sindicatos de servidores alertam para o risco iminente de repetir a terrível falência do Estado, com possíveis atrasos salariais para servidores e aposentados — situação que ocorreu de forma calamitosa entre 2014 e 2016, durante os governos de Luiz Fernando Pezão e Sérgio Cabral Filho.

Destaca-se ainda que os servidores não recebem reajuste salarial desde janeiro de 2023, e o governo vem descumprindo o acordo firmado com a própria ALERJ para a recomposição das perdas inflacionárias.

No dia da votação do PL, centenas de servidores ocuparam a entrada e a galeria da ALERJ em um ato público de protesto.

Todo nosso apoio ao movimento de resistência dos servidores estaduais do Rio de Janeiro.

ALERJ DISCUTE PROJETO QUE MONITORA PROFESSORES COM CÂMERAS CORPORAIS E ESCUTAS NAS SALAS DE AULA

ALERJ DISCUTE PROJETO QUE MONITORA PROFESSORES COM CÂMERAS CORPORAIS E ESCUTAS NAS SALAS DE AULA

Big Brother: ALERJ quer monitorar professores das escolas e universidades estaduais com câmaras corporais e escutas (foto: Canva)

Tramita na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) o Projeto de Lei 3750/2024 que propõe a instalação de câmeras e dispositivos de áudio nas escolas e universidades públicas estaduais. O projeto também propõe o uso pelos professores(as) de câmeras corporais semelhantes ao modelo que já é utilizado por policiais militares.

A proposta, um verdadeiro “big brother”, viola o direito de cátedra dos professores, sua privacidade e a dos alunos e, portanto, é inconstitucional. O Sindicato dos Professores da Baixada Fluminense (Sinpro), a FETEERJ, federação à qual o Sinpro é filiado, e os Sinpros coirmãos que atuam nos estabelecimentos privados de ensino repudiam essa iniciativa da ALERJ e pedem o arquivamento do PL.

O PL é mais uma tentativa por parte de políticos da extrema direita fluminense de controlar o trabalho dos professores e professoras, além de buscar retomar os princípios do projeto altamente antidemocrático “Escola sem Partido”, que vem sendo barrado em nível nacional pelo Supremo.

Com a instalação das câmeras, a Secretaria de Estado de Educação RJ (SEEDUC) também vai poder ampliar o espectro repressivo que já vem adotando nas escolas com mais sindicâncias políticas e perseguição contra educadores.

De acordo com o texto, os dispositivos seriam integrados ao sistema de comunicação central da SEEDUC e todas as gravações arquivadas por um período mínimo de 60 dias, podendo ser prorrogado. Os recursos para a implantação do projeto seriam oriundos do Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública.

Em um momento em que a educação pública estadual passa por uma grave crise, com falta de profissionais nas escolas, baixíssimos salários e péssima nota no IDEB 2023 (o Estado do Rio de Janeiro teve o penúltimo desempenho, entre todos os entes da federação), seria muito mais importante que os parlamentares e o governo estadual garantissem mais verbas para o setor, visando melhorar o desempenho dos alunos.

* Informações do site de O Globo e do Sepe